CEO da Ambev defende ganho de participação, enquanto mercado critica volumes no trimestre

O CEO da Ambev, Carlos Lisboa, defendeu um bom momento para o negócio da gigante de bebidas apesar dos desafios do mercado de cerveja do Brasil. Em teleconferência com jornalistas, o executivo apontou o ganho de participação mesmo diante da subida de preços neste ano. Ainda conforme o executivo, a empresa estaria criando bases sólidas para começar 2027. O mercado, entretanto, tem pressionado a Ambev diante de volumes de cerveja considerados fracos, o que tem levado as ações da empresa a cair.
“Estamos confiantes. O portfólio está em um momento interessante. O poder de nossas marcas está no seu maior nível em cinco anos”, disse o executivo. “Mesmo com preço acima do ano passado, estamos ganhando share. Achamos que estamos em um bom momento para entrar 2027”, disse.
O executivo destacou ainda o papel da inovação nos negócios, assim como a força do portfólio premium do grupo.
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Apesar das sinalizações, o mercado recebeu o balanço da Ambev de forma negativa, sobretudo diante de baixos volumes de cerveja no Brasil. O volume da empresa subiu apenas 0,5% no período, enquanto dados do mercado apontam para um crescimento de 4% no geral para o setor.
Na contramão, o volume de cerveja vendido pelo grupo Heineken no Brasil cresceu um dígito médio (entre 4% e 6%) no terceiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado pelas marcas Heineken e Amstel. A própria Heineken, entretanto, ponderou que a comparação com o ano passado seria baixa.
Na visão de Lisboa, entretanto, o ano de 2025 seria uma espécie de nova base para o setor e não uma comparação baixa. Segundo Lisboa, os anos de 2023 e, sobretudo, 2024 foram pontos fora da curva em que o clima colaborou de forma significativa com os volumes de cerveja.
“No ano passado, mesmo com uma performance mais baixa da indústria, no fim de dezembro vimos uma retomada de demanda e que continuou até meados de janeiro. Vimos uma boa pressão de demanda. Isso apenas reforça o quão fortes estão as fundações da indústria”, disse.
Carlos Lisboa, CEO da Ambev
Gabriel Reis/Valor


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