PL deve lançar Rogério Marinho para a presidência do Senado, mas oposição segue dividida

O Partido Liberal (PL) deve anunciar nesta segunda-feira (3) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência do Senado no pleito que acontece em fevereiro. A oposição na Casa, contudo, segue dividida, uma vez que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ainda pretende concorrer ao cargo. Marinho foi coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Lideranças da oposição tinham o objetivo de, até esta semana, chegar a um acordo para lançar Marinho ou Tereza Cristina para a eleição que define o comando do Congresso. Marinho, entretanto, teria insistido em ser o nome desse grupo político, deixando a senadora de lado.
Tereza Cristina, contudo, tem falado a interlocutores que pretende seguir no jogo e que ainda há muito tempo até a definição concreta das candidaturas. A eleição para a presidência do Senado será só no início da próxima legislatura, em 1° de fevereiro. Diferentemente do líder da oposição, ela não pretende, até o momento, fazer um anúncio público sobre sua candidatura.
O propósito da líder do PP no Senado é, por meio da manutenção da sua candidatura nos bastidores, se mostrar um nome mais competitivo da oposição do que Marinho para derrotar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Aliados da senadora acreditam que ela consegue angariar votos do Centrão e de integrantes do próprio PL que iriam para Alcolumbre em uma eventual disputa entre Marinho e ele.
Parlamentares do PL já admitem possíveis "traições" e dissidências em relação ao nome do ex-coordenador da campanha de Flávio, que declara apoio públicoà candidatura do aliado. Dentro da própria legenda há integrantes que o criticam por sua forma de articulação política.
Questionado pelo Valor, Marinho afirmou que o diálogo entre ele e Tereza continua e que foi acordado que um não disputará a presidência do Senado contra o outro. Nos bastidores, a senadora dizia a pessoas próximas não ver sentido em concorrer ao posto contra o senador do PL porque eles têm votos em comum.
"Continuamos a conversar. Nós já temos um acordo entre nós. Não seremos candidatos um contra o outro", declarou o líder da oposição.
Senador Rogério Marinho (PL-RN) concede entrevista em Brasília
Carlos Moura/Agência Senado
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