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Campo Grande,13/07/2026

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Rogério Marinho classifica como ‘autoritária e desproporcional’ decisão sobre Flávio

Fonte: valor.globo.com
Rogério Marinho classifica como ‘autoritária e desproporcional’ decisão sobre Flávio


O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), classificou de “autoritária” e “desproporcional” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que suspendeu as visitas ddo senador ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias. Ele também acusou o magistrado de “interferência no jogo político”.

“A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político”, disse o senador em nota.

Segundo Marinho, a medida “reforça a percepção de perseguição política e de tratamento desigual”. Ele cita também “contraste evidente” e argumenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve interlocução política com aliados enquanto esteve preso, em 2018, além de conceder entrevistas à imprensa.

“Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento”, diz a nota.

A jornalistas, Marinho também afirmou que a decisão demonstra uma mudança de critérios por parte de Moraes, já que ele permitiu que o ex-presidente concedesse entrevistas.

“O próprio ministro Alexandre de Moraes, que é quem faz a execução da pena, já havia permitido que o presidente Bolsonaro concedesse uma entrevista a um veículo de imprensa conhecido como um dos principais sites de comunicação do país. Não entendi a mudança de critério. A única mudança que aconteceu de lá para cá é que nós agora temos um candidato que, por acaso, é filho do presidente Bolsonaro”, declarou Marinho a jornalistas.

Ele admitiu que a decisão atrapalha a campanha: “É evidente que atrapalha. Me parece que termina impedindo que o maior líder da direita se comunique com o seu pré-candidato, que, por acaso, é seu filho”, afirmou.

A decisão, dada nesta segunda-feira (13), leva em conta a carta escrita por Bolsonaro e lida por Flávio em transmissão ao vivo em suas redes sociais, no sábado (11). No texto, Bolsonaro escreveu que Flávio é seu porta-voz e pediu união em torno da pré-candidatura do filho. Moraes determinou que a defesa do ex-presidente se manifeste em até 48 horas sobre se Bolsonaro tinha ciência de que o texto seria publicado nas redes sociais de seu filho.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão. Ele foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Moraes proibiu a utilização de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, regra que, segundo decisão de Moraes, pode ter sido violada com a divulgação da carta.




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